Estes números indicam que a vitória foi do lado B do BBB9, mais do que do Max ou da Priscilla. Contra estes números o lado A não tinha chance. A Ana legal era forte somente contra seus próprios companheiros do lado A e, eventualmente, contra o Nonô na segunda semana, mas nesse paredão ela foi apenas figurante, porque quem derrotou mesmo o Nonô foi a Naiá, beneficiando-se do fato do vovô Nonô ter traído seus companheiros do lado B na primeira semana. Isso os obrigou a fazerem complô para combater o complô armado pelo lado A. O público compreendeu direitinho toda essa trama e endossou o complô que emparedou e eliminou a pobre Michele. Não havia razão para que o lado A fizesse complô, mesmo que o Líder Nonô indicasse alguém do lado A para o paredão. Falou mais alto o medo de ser eliminado no primeiro Big Wall. Esqueceram-se que o público estava vendo tudo e quem sobrasse sofreria as consequências. Foi o que aconteceu. Um a um os conspiradores do lado A da primeira semana foram saindo, permeados pelos que cairam de paraquedas na casa no meio da disputa vindos de fora. Todos os paraquedistas foram eliminados e a produção não conseguiu fazer o povo esquecer da divisão da casa bolada pela mesma. Se injustiça houve, foi a originada pela infeliz idéia de separar os competidores em dois grupos incomunicáveis ou quase. Foi a propensão ao sadismo a matriz de tal alteração doentia. Determinaram com isso a simpatia do público pelos coitados confinados amontoados em espaço diminuto. De quebra isso criou um forte laço de amizade entre os integrantes do lado B. Os únicos que se mantiveram arredios dessa amizade foram o Léo e o Nonô, por razões diferentes, que não vou descrever aqui para não chutar cachorro morto. Qualquer um do lado A que tivesse tido a sorte de ser sorteado para o lado B, cairia nas graças do público. Eu não prestei atenção quantas bolinhas A e B haviam nas duas urnas na abertura do programa, mas me pareceu algo dirigido. Porque razão haviam duas urnas? Bastaria uma com sete bolas de cada letra. Além do mais o Bial determinava de qual urna cada candidato sorteava seu lado. Se isso não foi dirigismo, então eu não sei o que é dirigismo. A reação do público a isso, foi uma empatia imediata com o lado B, ressalvando um ou dois elementos do lado A, como a Ana e o Alexandre, por exemplo. Este último deu azar ao disputar contra 5 torcidas muito fortes, que tinham interesse direto em que ele saisse. Teve um pequeno refresco com a desistência inusitada de um dos jogadores mais fortes (Léo), mas não foi suficiente para ele ficar. Seus adversários diretos no paredão eram, nada mais nada menos, que o Max e a Priscilla. Isso indicou para mim que os dois eram fortes. O que o Bial falou sobre crisálidas e máscaras foi uma injustiça contra o rapaz, com a intenção de esconder para os demais que os dois eram mesmo fortes. O Flávio não era fraco no início e desmoronou depois que foi tachado de gay desastradamente. Também foi uma injustiça. A finalidade era fortalecer a Ana. O Max também teve a sua honra manchada irracionalmente e tomou prejuízo também, mas se recuperou graças ao romance com a Francine. Esse romance só tinha chance de perdurar fora da casa se ela não ganhasse o milhão. Ainda assim, a intenção era enfraquecer o favoritismo do Max. Quem sabe a Francine não faria uma besteira qualquer com seu ciúme possessivo? Talvez arrastando o Max de roldão. Isso quase aconteceu com o barraco com a Maíra. Inteligentemente o Max não se envolveu nisso, para desespero da produção, que ainda tentou impingi-lo como omisso e passivo, pondo em dúvida o sentimento dele pela moça. A insistência em fazer com que os dois lados esquecessem essa besteira de lado A e lado B gerou muitas brigas e discussões, mas não conseguiram e o público também não esqueceu. Agora aqui vai uma aula, Boninho. As massas podem não saber porque votam, mas um sexto sentido coletivo as guia na direção certa, mesmo com todas as manobras e dirigismo de vocês, que se intitulam formadores de opinião. Eu odeio essa expressão e procuro não me paltar por opinião de ninguém, especialmente de vocês da globo. Porisso é que me refugio nesse espaço, sem obedecer a qualquer dirigismo e sem vender a minha preciosa opinião, pelo menos para mim importante. Porque razão o Max ganhou? Por justiça do povo. Não é um sem noção impingido na edição passada ou um galinha da edição anterior, se bem que nessa não havia ninguém mais credenciado por falta absoluta de valores. Milena é um caso a parte. Desmoralizaram a coitada impiedosamente, como aliás já tinham feito com a primeira eliminada da edição 8, mas não vi ninguem falando do indecente vídeo da Maíra que circulou pela internet quando ela ainda estava confinada. É ou não é injustiça? Qualquer menção a isso fortaleceria a Milena na casa, mas não interessava isso porque a Ana tinha que sobreviver a um eventual paredão contra ela. A burra da Milena estragou tudo indo ao paredão contra o Max ao imunizar a Ana. Dir-se ia que ela preferia ser eliminada pelo Max ou por um dos companheiros do que pela Ana. Vai entender as mulheres! Enfim, essas foram as razões principais da vitória do Max, mas a razão principal dessa vitória foi a sólida amizade entre os integrantes do chamado lado B do BBB.
terça-feira, 7 de abril de 2009
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